sábado, 21 de maio de 2011

Síndrome de Down: O que é?


Síndrome de Down é uma espécie deficiência Intelectual causada por erro genético microscopicamente apresentável, ou seja, é causado pela ocorrência de três (trissomia) cromossomo 21, uma das anormalidades mais comuns entre os nascidos.

As pessoas com síndrome, em sua maioria, apresentam o desenvolvimento físico e mental mais lento do que os demais sujeitos que não possuem síndrome, a maioria dessas pessoas tem o retardo mental leve a moderado, e alguns casos podem também apresentar um retardo mental severo.

Há uma variação quanto ao desenvolvimento e capacidade cognitiva das crianças com síndrome Down, pois seu desenvolvimento apresenta-se de forma mais lenta do que as demais crianças. Enquanto uma criança sem síndrome costuma a falar por volta dos 12 aos 24 meses a criança com Síndrome de Dawn inicia essa linguagem por volta dos 3 a 5 anos de idade, podendo também acontecer mais tarde do que esse dado previsto.

Apesar das características das crianças com Síndrome de Down apresentar especificidade como os demais sujeitos, elas tendem a ter características peculiares à síndrome que auxiliam aos médicos o diagnóstico da anomalia, porém é importante ressaltar que alguns indivíduos podem apresentar muitas das características e outros poucos, não existindo uma regra quanto a isso.

As características físicas das pessoas com Síndrome de Down são: Inclinação da fendas pálpebras; Achatamento da parte traseira da cabeça; Dobras nos cantos dos olhos, Língua proeminente; Ponte nasal achatada; Orelhas menores; Boca, mãos e pés pequenos; Tônus muscular diminuído; Pela na nuca em excesso e ressecada; Pode apresentar a ausência de uma falange ou aumento dos espaços entre o primeiro e o segundo dedo e uma linha que cruza a palma da mão (linha semiestica), sendo que as crianças que têm essas característica especificas, freqüentemente apresentam mal formação cógnita.

As principais alterações são: no coração, mal-formações gastrointestinal, imperfuração anal, doença de Hirschsprung. Apresentando também um grande índice nas crianças com Síndrome de Down a leucemia e a diminuição da capacidade auditiva e visual.

De ordem geral os cuidados com a criança com Síndrome de Down são basicamente o mesmo que as demais crianças, contudo é necessária uma atenção especial em algumas situações, como: Avaliação periódica da audição, visão e do coração; Cuidado com alimentação, pois na infância têm dificuldade em ganhar peso e na adolescência facilidade em ganha (causando muitas vezes a obesidade); Controles hormonais e questões ortopédicas.

O Desenvolvimento da criança com Síndrome de Down

O desenvolvimento da criança com Síndrome de Dawn, como visto na conceitualização da Síndrome é bastante semelhante com as demais crianças “ditas normais”. Apesar das peculiaridades que diferem umas das outras, o desenvolvimento cognitivo e afetivo encontram se respaldados através da relação do sujeito com o meio, pois para Galvão (1995), os aspectos físicos, dos espaços, as pessoas próximas, a linguagem e os conhecimentos próprios a cada cultura formam o contexto do desenvolvimento.

Sabendo que as crianças com Síndrome de Down, mesmo no contexto de estimulação, têm o desenvolvimento mais lento que as demais crianças, fazem-se necessário enfatizar que em cada idade se instala um tipo particular de interação entre o sujeito e o meio, como refere Galvão (1995), porém essas idades cronológicas referidas com estágios ou fases, necessariamente, não serão as mesmas para as crianças com Síndrome de Down, apesar de que ainda há bastantes controversas sobre esse assunto.

As crianças quando nascem, em seu primeiro estágio de vida no qual Piaget, denomina como Sensório-motor que corresponde do zero aos dois primeiros anos da vida e caracteriza-se por uma forma de inteligência empírica, exploratória, não verbal. Na qual criança aprende pela experiência, examinando e experimentando com os objetos ao seu alcance, somando conhecimentos, estabelecendo uma relação entre ela se social, mas para os sindrômicos esta fase, especificamente, a criança possui dificuldade em responder espontaneamente ou de maneira semelhantes aos estímulos motores e sociais. Exemplo disso são os recém-nascidos que apresentam a falta de habilidade em sugar o seio materno, pois sua formação consiste numa fraqueza no tônus muscular (hipotonia) que os impede de exercer as funções de sugar ou deglutir como acontece normalmente nas crianças dessa faixa etária.

Como sugere a teoria sócio-interacionista o meio é um agente primordial para o avanço cognitivo assim como o motor e o afetivo, pois um ambiente favorável e rico em recurso facilitará e ampliará as possibilidades desses indivíduos. Porém sabe se que a exploração direta e às experiências de vida não basta, freqüentemente, para modificar os padrões de aprendizagens Zansmer, (2005), tanto para criança com síndrome quanto para os normais serão necessário uma intervenção direta neste processo.

No caso das crianças normais a mediação da mãe e da família e para os deficientes a interação de profissionais terapêuticos com pais e responsáveis no auxilio de técnica de intervenção que ajudará na eficiência das crianças sindrômicas em interagirem com um maior nível de interesse, atenção e habilidade.

Estas técnicas são denominadas como intervenção ou estimulação precoce que pode focalizar a melhoria do desenvolvimento Sensório motor que como referido por Piaget são reflexos neurológicos básicos, ou seja, é quando o bebê começa a construir esquemas de ação para assimilar mentalmente o meio. A inteligência é prática. As noções de espaço e tempo são construídas pela ação. O contato com o meio é direto e imediato, sem representação ou pensamento.

Nas crianças normais isso segue uma seqüência relativamente típica: primeiro levanta a cabeça quando de buço, rolar, senta-se, engatinhar, ficar de pé e anda que nas perspectivas waloniana esse fase se caracteriza como estágio Impulsivo Emocional, na qual ainda há uma inaptidão para a criança de agir diretamente sobre a realidade exterior(GALVÃO, PG 43, 1995 grifos meus). Nesta perspectiva tanto o bebê com síndrome e sem síndrome são necessários cuidados especiais, pois a afetividade é uma linguagem que ratifica a relação entre o sujeito e o meio. Mas vale ressaltar que quando a crianças possui síndrome há uma tendência de estender essa fase para idade 12 aos 24 meses, pois ela se organiza muito precariamente sua relação com ambiente no qual a criança se mantém excessivamente ligada à mãe.
A criança com Síndrome de Dawn – como qualquer outra - está apta a aprender ao nascer, seu agravante neste processo é o atraso do desenvolvimento motor. Uma estratégia para ampliar essas funções é a brincadeira, para Vygotsky a situação de brincadeira cria uma zona de desenvolvimento proximal que define aquelas funções que ainda não amadureceram, mas que estão em processo de maturação, funções que amadurecerão, mas que estão presentes em estado embrionário, ou seja, é o ponto além do qual um indivíduo não pode funcionar sozinho, mas sim com ajuda do outro.

A brincadeira na infância se constitui como elemento indispensável ao desenvolvimento da criança, visto que programas de educação baseiam-se nessa linguagem. Por exemplo, o jardim de infância original de Froebel e o Método Montessoriano, apesar dos focos diferirem em sua essência, ambos retiram da brincadeira aspectos para as suas teorias e consequentemente para o desenvolvimento infantil. Isto não difere quando se discuti sobre desenvolvimento das crianças com Síndrome de Dawn, uma vez que é aconselhável por fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e especialista aos pais destas crianças brincarem com seus filhos, com o propósito de avaliar nas brincadeiras o desempenho global da criança.

Com apoio e assistência apropriados, a criança com atraso no desenvolvimento pode torna-se cada vez mais interessada em tarefas desafiadoras, desde que estas sejam apresentadas de maneira que garanta o prazer e o sucesso.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Resenha: Redes Sociais da Internet


O Livro da Pesquisadora e Jornalista Raquel Recuero traz uma abordagem sobre um movimento que se expande assustadoramente entre as pessoas de diversas faixas etárias, as Redes Sociais na Internet. Segundo a autora, este fenômeno está mudando profundamente as formas de organização, conversação e mobilização social através da comunicação mediada. Exemplos são os diversos acontecimentos, contemporâneo que são nutridos pelos interesses, informações e/ou especulações nos blogs, no Orkut, twitter e outros mensageiros instantâneos mediados pela internet, unindo interesses e unindo pessoas em uma relação que não se estabelece, apenas, na conexão entre computadores, mas sim na conexão entre pessoas, construindo assim uma rede social de interação.


Segundo Recuero, essas interligações denominadas Redes já vêm sendo pesquisada há muito tempo e explica que desde o século passado, a ciência apresentou a necessidade de compreender os fenômenos sociais dentro de uma totalidade, para isto ela expõe as idéias de Bertalanffy (1975) na Teoria Geral dos Sistemas, a superação do paradigma analítico cartesiano nos estudos Einstein e Heisenberg e a matemática não linear da teoria do meteorologista Lorenz. Ela sinaliza também a importância das ciências humanas como a biologia, a educação e até mesmo a comunicação para a compreensão dos conceitos de coletividade.

No livro, o sentido da palavra, Rede reporta a uma metáfora, inicialmente, utilizada pelo matemático Leonard Euler na Teoria dos Grafos, onde cada grafo representa um nó de ligação entre as arestas, constituindo uma conexão entre eles, dando idéia de uma rede de ligação. Segundo a autora, essa representação de rede é utilizada em diversos sistemas, assim como nas interações dos indivíduos e nas articulações construídas a partir dela. Dessa forma, a metáfora subsidia a compreensão sobre o sentido das relações construídas nas Redes Sociais na Internet e a sua repercussão nos processos sociais e informacionais da sociedade.

O livro é estruturado em duas partes: a primeira apresenta elementos básicos para a compreensão sobre as redes sociais na internet, e a segunda retrata os grupos sociais imersos nas redes sociais, com enfoque nos tipos de redes sociais, difusão de informação e estrutura de comunidade.

Na primeira parte é feita uma abordagem sobre a importância da interação dos indivíduos mediados pela internet e a possibilidade de compreender os aspectos sociais, culturais e informacionais embutidos nesta interação. Para isto, é definido o sentido de redes sociais que é compreendido como um conjunto de dois elementos: atores e conexões.

Os atores são definidos como todas as pessoas envolvidas nas redes analisadas, atuando como moldadores das estruturas sociais através da interação e da constituição de laços sociais. No entanto, a autora destaca que este sentido, nas redes sociais da internet é diferenciado, pois um ator não é ator social e sim uma representação disso, isto por que na individualidade é ocupado o espaço da coletividade. Assim, autores como Sibilia, Lemos, Döring entre outros os auxiliaram na discussão sobre identidade no ciberespaço.

Mesmo assim, vale ressaltar que o curioso, nesta interação, é a visibilidade na individualidade, em que o individuo pode assumir diversos papéis, representando múltiplas facetas de sua identidade como descreve Recuero.

Por conseguinte, as conexões são laços construídos nesta interação, as quais deixam informações que o livro descreve como rastros sociais que permitem aos pesquisadores a percepção das conjeturas sociais. Como forma de alicerçar esta discussão são trazidos os conceitos de Interação, Relação e Laços Sociais.

Neste caso, a interação é o elemento fundamental na conectividade que é representado pelo aspecto comunicacional. Este é subsidiado pelas relações que são as mantenedoras desse processo, as quais provocam a construção dos laços sociais que representa um elo mais estreito, se assim pode dizer de ligação.

Outro conceito que vale se ressaltar é do Capital, em que a autora perpassa por algumas vertentes para explicá-lo: o capital como virtude cívica; o capital como elemento fundamental para a constituição e o desenvolvimento da comunidade; e, a idéia de capital social exposta por alguns autores. No entanto, ela toma as idéias de Bordieu que afirma que o capital social seria mediação simbólica das interações construídas e negociadas pelos atores.

Por conseguinte, é afirmado que assim como os agrupamentos sociais são analisados pelas suas estruturas, as Redes Sociais da Internet possuem também topologias estruturais que são construídas através dos laços sociais estabelecidos pelos atores em sua relação nas Redes.

A importância da metáfora da rede perpassa por todo o livro, pois esse entendimento favorece a percepção da topografia como essencial pra compreender a ação dos grupos sociais. Nesta concepção, o memorando de Paul Baran toma um lugar de destaque, pois ele apresenta três tipos topográficos: a distribuída, a centralizada e a descentralizada, para a compreensão dos elementos das redes sociais.

Recuero chama atenção da importância dessas topografias para o estudo desses elementos, mas ressalta que elas são modelos fixos e que uma mesma estrutura pode apresentar aspectos semelhantes.

Como descrito, o estudo sobre as redes nasceram na teoria dos grafos em uma abordagem essencialmente matemática, que posteriormente migrou para a sociológica, contudo a teoria dedicava-se a perceber as relações estáticas das redes sociais, todavia o que autora propõe é a análise das propriedades dinâmicas nas redes sócias da internet: As redes igualitárias; Rede mundos pequenos; e, Rede sem escalas que são estruturas que fomentam as discussões e o entendimento sobre os diversos elementos das redes sociais.

Nesta discussão, o dinamismo é o elemento chave. Alguns autores explícitos no texto, afirmam que não há redes sociais sem mutação, elas se transformam a todo instante, se caracterizando como uma estrutura dinâmica que sofrem a influência dos processos interativos dos autores.

Neste ínterim, destaca a emergência como um dos aspectos do dinamismo, surgindo a partir dos movimentos coletivos, podendo até impactar as estruturas das redes sócias. Para melhor compreender essa relação autora sugere o entendimento dos agentes de Cooperação, Competição e Conflito.

A cooperação é o processo formador das estruturas sociais, pois ela é o agente organizador das sociedades. A competição é que fundamenta a luta, nela o sentido de cooperação está embutido, no entanto o conflito surge dos desgastes dessas relações, todavia é necessário ressaltar que esses elementos não são estanques, são fenômenos naturais e emergentes que afloram das relações vividas nestes ambientes.

Para exemplificar tais fenômenos, Recuero cita a formação de grupos na internet como relação cooperativa, pois a sua existência depende deste critério, e cita os inúmeros conflitos existentes no Orkut, que nutrem muitas comunidades com este tipo de relação. Já, a competição surge de forma sutil, mas demonstra-se presente no ciberespaço, através da popularidade das comunidades criadas nestes ambientes.

Além desses fenômenos, a ruptura e a agregação se destacam como aspectos dinâmicos, também, pois são mecanismos que favorecem o surgimento ou o fim de algumas comunidades. Desta forma, as mutações ocorridas revelam o dinamismo presentes neste ambiente que são derivadas da apropriação das ferramentas como mecanismo de construção de identidade.


Na segunda parte do livro discute sobre as implicações práticas do estudo das redes sociais da internet, onde o objetivo da autora é observar e compreender a metáfora da rede, estudando alguns objetos contidos nela.

Os tipos de redes sociais da internet são dois: redes emergentes e redes de filiação ou associação. A primeira são redes onde as conexões entre o nós surgem a partir das interações dos atores, e a segunda é constituída de dois tipos de nós: os atores e os grupos, sendo eles mantidos pela relação de pertinência.

Além dessa abordagem, é discutido também sobre os sites das redes sociais que são espaços, na internet, que permitem a socialização do sujeito com diversos ambientes. Neles é construído o perfil e são expostos comentários, se tornando um espaço de visibilidade, autoridade e popularidade.

Estes sites são categorias de softwares sociais, que seriam software com aplicação direta para a comunicação mediada pelo computador, como define Recuero. Contudo, ainda que sejam espaços de interação, eles por si só não se constitui como redes sociais, pois as redes só configuram através das relações dos autores.

Nesses sites surgem as comunidades nas redes sociais da internet que são descritas, pela autora, como espaço de interação social mediada pelo computador, o qual favorece, em muitos casos, a uma intimidade maior entre os autores.

Nesta abordagem destaca-se a idéia de Maffesoli que explica que as comunidades virtuais eletrônica são agregações em torno de interesses comuns, independentes das fronteiras ou de marcações territoriais fixas. Todavia, a autora trás no texto outras definições de comunidades virtuais e afirma que o importante nesse estudo é a repercussão dessas relações na vida concreta do indivíduo e que essas redes são mecanismos para que isso aconteça.

Nas comunidades há presença de sub comunidade, essas são configuradas através de nós, os quais quanto maior a densidade maior as conexões, isto acontece por conta dos clusters que são as emissões e recepções de comentários mediados pelos laços: fracos ou fortes.

Recuero, como pesquisadora e um nome em destaque nessa temática, traz, neste livro, as repercussões do movimento das redes sociais na internet e como estas vêm modificando as sociabilidades das pessoas. O texto se apresenta através de uma linguagem leve, se aproximando do leitor com sutileza, além de apresentar uma base teórica bastante rebuscada. Sendo ele indicado a antropólogos, sociólogos, educadores e todas as pessoas interessadas em compreender os processos, as relações construídas na internet e as suas repercussões sociais.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Redes Sociais da Internet

As relações estabelecidas em uma cultura ou em um grupo social através das suas conexões são chamadas de Redes Sociais. Este termo é advêm de uma metáfora usada pelo matemático Leonard Euler na chamada Teoria dos grafos, sendo muito empregada na sociologia para analisar as estruturas sociais, contudo esta mesma metáfora também se aplica, nos estudos sobre as Redes Sociais da Internet.

O que difere de um estudo do outro é que as redes sociais são estruturas estáticas e as redes sociais da internet são mutáveis e colaborativas acessíveis a todos, se constituindo em nova cultura, a Cibercultura.
Essa relação mediada pelo computador trouxe mudanças significativas para a humanidade. Com isto muitos conceitos foram ressignificados, entre eles a noção tempo e de espaço, ou seja, com um simples clicar é possível aproximar lugares e pessoas distantes e até mesmo desconhecidas, possibilitando a construção elos. Estes elos ou nós, tanto no mundo concreto, quanto no mundo virtual se estabelece pela interação, unindo gente, unido interesse, criando mundos.

Sendo assim as redes sociais da internet: Orkut, Facebook, Twitter e tantas outras. São espaços nutridos por interesses comuns dos seus autores, neles são inseridos conhecimentos e informações que geram pontos de vista comuns e divergentes, como retrata Martelo (2001) ao descrever estes ambientes como “[...] um conjunto de participantes autônomos, unindo idéias e recursos em torno de valores e interesses compartilhados”.



Educação Inclusiva

"A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria."
Paulo Freire

segunda-feira, 4 de abril de 2011

CIBERCULTURA




O Ciberespaço provocou mudanças significativas para a humanidade, redefinindo conceitos e promulgando novas formas de ser e estar, resultando em universo de infinitas construções e ressignificações.

O Termo ciberespaço é definido por Lévy (1999) como meio de comunicação que surge da interconexão mundial de computadores, a internet, contudo essa definição não significa, apenas, uma infra-estrutura de um meio de comunicação, mas sim movimento que resultou numa nova cultura, a Cibercultura, subsidiada pela universalidade sem a totalidade. Universaizada, porque generaliza interconexão, contudo não abrange a totalidade, pois seus elos são nutridos por diferentes interesses, assuntos, abordagens sendo infinitamente mutável.

Neste ínterim, três princípios norteiam a Cibercultura a interconexão, as comunidades virtuais e a inteligência coletiva, as quais uma se apóia na outra em fortalecimento contínuo dos interesses que movem esse espaço.

domingo, 27 de março de 2011

Tecnologias: Inerente ao humano


A relação da tecnologia com o homem é concebida de forma indubitável desde sua origem, porque através da tecnologia, o homem expressa no mundo material seus desejos e seus projetos, construindo instrumentos que ampliam suas possibilidades e responsabilidades, caracterizando assim, uma constante transformação em si e no próprio mundo, pois Pretto (2010), afirma que  as tecnologias está intimamente ligado ao mundo da subjetividade e da criatividade humana. A notoriedade desse caráter transformativo do progresso instrumental-tecnológico, e a influência que ele exerce na sociedade, estão presentes nas mudanças de postura e atitude do homem dentro desse novo contexto, no qual Lévy assegura que as Tecnologia emergem na fronteira nebulosa, onde são inventadas as idéias, as coisas e as práticas . Isto indica que a tecnologia vai além da utilização de ferramentas e equipamentos, pois sua inserção no mundo sugere uma nova cultura e um outro modo de ser e de viver.

Esta mudança evidencia-se como um marco no processo de desenvolvimento da sociedade, caracterizando sua origem, onde a “a tecnologia tem uma gênese histórica e, como tal, é inerente ao ser humano que cria dentro de um complexo humano-coisas-instituiçoes-sociedade” (LIMA JR., 2005, p. 15). Desse modo, pode-se pensar em um novo paradigma social, no qual as bases tecnológicas promovem uma nova forma de ser, funcionar, construir e conceber o conhecimento. Nesse sentido, para a educação, a tecnologia pode contribuir para uma nova perspectiva em relação à criação e a transformação. Dessa forma, um campo de possibilidades de interação social e educacional se abre, não somente através do acesso a rede de informação, mas também na relação com a cultura e com a  própria subjetividade humana.

domingo, 20 de março de 2011

NOVAS TECNOLOGIAS: FERRAMENTAS OU DIMENSÃO ESTRUTURANTE?


A construção do saber está ligada a relação que o sujeito faz com suas experiências, com a cultura e com o mundo, nesta construção deve se analisar as mudanças sociais e suas mutações e o que ela repercute na relação com saber.

Nesta perspectiva, as TIC se destacam como propulsoras de transformações sociais e conseqüentemente educativas, Sancho (2006) destaca nas TIC três efeitos na sociedade: a alteração de interesses; mudam o caráter dos símbolos e modificam a natureza da comunidade. Sendo assim, as pessoas vivem influenciadas pelo desenvolvimento tecnológico se percebendo como agentes desta mudança.

No âmbito educacional através das suas características especificas, também ocorrem influências afetadas pelas TIC, em que Lynn (1998) questiona se a chegada desses adventos mudará a relação entre o ensinar e o aprender? No entanto, as crianças, os jovens e até mesmo os adultos são mediados pela cultura audiovisual e digital. O computador se torna um elemento atrativo, no qual favorece a habilidade para captar mensagem, construindo uma nova relação com a cultura e a construção do conhecimento.

Dessa forma, as TIC se caracterizam como elementos estruturantes do processo de aprendizagem, pois possibilitam aos sujeitos serem agentes construtores e modificadores do seu próprio conhecimento.